Posso te beijar?
Só por instinto?
Posso te abraçar?
Sem vergonha?
Posso te embalar?
Em simples braços.
Posso te elevar?
Para nunca cair,
Para sempre voar!
Sem motivo…
Apenas porque és.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Ciência
“Sabes tudo…”
“Em nada do mundo.”
“Mas sabes deveras?”
“O saber das eras.”
“Sabes de dramas!”
“Apenas que me amas.”
“Em nada do mundo.”
“Mas sabes deveras?”
“O saber das eras.”
“Sabes de dramas!”
“Apenas que me amas.”
sábado, 25 de outubro de 2008
Não sei
Oscilo no verdadeiro.
Dois egos altercam-se:
Odeio ou amo?
Sem gnose para fechar,
A Angústia fica
Por ensaio, o temor
De libertar o interior
À ferida por sarar
Na fidelidade do grémio.
Dor imensa, esquecida,
Encrostada nas trevas
Mas que o Verbo
A arrebatou
Mas, essa mesma Voz
Novo rubro me trouxe,
Além de desconhecer
A completa veracidade.
Porém, esse ferimento deixa-me
Na sombra abominável
Da irresolução. Se o Verbo
É realmente real…
E, por findar, não desprezo
A incapacidade do mal;
Soberania dos sentidos
Sobre a razão.
Dois egos altercam-se:
Odeio ou amo?
Sem gnose para fechar,
A Angústia fica
Por ensaio, o temor
De libertar o interior
À ferida por sarar
Na fidelidade do grémio.
Dor imensa, esquecida,
Encrostada nas trevas
Mas que o Verbo
A arrebatou
Mas, essa mesma Voz
Novo rubro me trouxe,
Além de desconhecer
A completa veracidade.
Porém, esse ferimento deixa-me
Na sombra abominável
Da irresolução. Se o Verbo
É realmente real…
E, por findar, não desprezo
A incapacidade do mal;
Soberania dos sentidos
Sobre a razão.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Solidão
Pena é daqueles
Que vêem em mim
A tristeza da solidão
A mágoa das sombras
Pois. Não é mentira
O que observam
Sou a solidão
Mas não a tristeza
Normal ver a tristeza
Casada com os solitários
Mas a solidão está
Só
Pena é daqueles
Ignorantes da maravilha
Da solidão, maravilhosa
Apenas se é, sozinho
Nada mais, nem menos
Não há qualquer conforto
Ou desconforto na
Condição da solidão
Apenas o sou e aceito
Como algo inerente em mim
Que não me causa nada
Somente Só
Confesso, no entanto
Por vezes desraizo-me
Desse meu ser
Só para sentir prazeres
E desgostos
Sou pecador por
Nunca aprender
O meu lugar sou
Eu mesmo
Solidão
Que vêem em mim
A tristeza da solidão
A mágoa das sombras
Pois. Não é mentira
O que observam
Sou a solidão
Mas não a tristeza
Normal ver a tristeza
Casada com os solitários
Mas a solidão está
Só
Pena é daqueles
Ignorantes da maravilha
Da solidão, maravilhosa
Apenas se é, sozinho
Nada mais, nem menos
Não há qualquer conforto
Ou desconforto na
Condição da solidão
Apenas o sou e aceito
Como algo inerente em mim
Que não me causa nada
Somente Só
Confesso, no entanto
Por vezes desraizo-me
Desse meu ser
Só para sentir prazeres
E desgostos
Sou pecador por
Nunca aprender
O meu lugar sou
Eu mesmo
Solidão
Sorriso
Basta um sorriso
O cessar duma guerra
Uma amizade nascer
Sorriso, tão difícil de se ver
Uma arma
O sorriso também é
Depende dos lábios
Donde floresce
O sorriso é a palavra
Do amor, pois
Tal como o Amor
Magoa e cura
Todas as maleitas
Do interior
O cessar duma guerra
Uma amizade nascer
Sorriso, tão difícil de se ver
Uma arma
O sorriso também é
Depende dos lábios
Donde floresce
O sorriso é a palavra
Do amor, pois
Tal como o Amor
Magoa e cura
Todas as maleitas
Do interior
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