Choro salgado, sem tristeza feliz, voa num continuo som do ar, sem se perceber… a fealdade daquele gesto, o belo da violência de amar. Permanece, deitado, sentado sob o vazio azul; com pequeninos gestos a saboreá-la, uma surda melodia enquanto, mais e mais emocionado se liberta do fogo efémero que corre por detrás dos olhos.
A vibração de cada átomo, não de si, mas do que imagina ser, reflecte na água corada com as notas memorizadas: leveza, suavidade, melancolia, paixão.