Terça-feira, 1 de Maio de 2012
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012
Domingo, 25 de Dezembro de 2011
Poema encontrado
Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011
Hoje confiei um desejo à minha caixinha dos desejos.
Na confiança vã e inconsciente pergunto-me: será de verdade?
Tenho a paradigmática ciência, a antiquada fé religiosa, as brilhantes estrelas, a novata física quântica, e o subjectivismo mundial. Corroboram-me e chacotam-me pela minha simples acção. Uma acção mais que infantil à espera do pai natal. Uma acção mais humana do que a humanidade orgulhosamente “contemporânea”.
Não acham que temos escolha? Escolha do balão de ar sem nenhum cordelinho.
Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011
Deslumbramento
É como a primeira vez que dás um beijo sentido
É como a primeira vez que tiras uma fotografia que gostas
É como a primeira vez que sentes o calor da relva debaixo dos teus pés
É como a primeira vez que provas chocolate preto e fazes uma careta
É como a primeira vês que ouves o vento uivar e pensas que são fantasmas
É como a primeira vez que vês a luz reflectida em gotas de chuva a formar o arco-íris
É como a primeira vez que cheiras orvalho num jardim ainda com neblina matinal
É como a primeira vez que andas os primeiros paços em extase com os gritos dos teus país
É como a primeira vez que tens o teu filho em teus braços rosadinho e encarquilhado
É como a primeira vez que abres os olhos para um mundo cheiro de fantásticas formas e cores
É como a primeira vez que fechas uma porta e assustas-te com o estrondo que a madeira faz ao bater
É como a primeira vez que nasces para um mundo frio cheio de sons e ar fresco
É como a primeira vez que olhas ao espelho e estranhas a pessoa que te olha curiosa e desafiadoramente
É como a primeira vez que entras num automóvel e cheiras a gasolina, pele e estofo novo
É como a primeira ver que fazes amor com alguem que dizes ser para sempre
É como a primeira vez que vais à escola e fazes novos amigos
É como a primeira vez que estás acompanhado num grupo com os mesmos ideais
É como a primeira vez que pensas nos outros e roubas um pacote de arroz para caridade
É como a primeira vez que pertences ao todo que é o mundo
É como a primeira vez que sais de casa sem os teus pais saberem
É como a primeira vez que és amado por alguém desconhecido
É como a primeira vez que ficamos em primeiro
Terça-feira, 8 de Novembro de 2011
E talvez nem seja assim tão mau
Uma vida, uma existência apenas
Rumor de tudo ter seu grau
Ditado na razão ou divino mecenas.
E talvez nem tenha de ser assim.
Nem tudo tem de ter seu fim
Quando a fatalidade é certa cena,
Há causa para ter pena;
Nunca foi ensinado o que se sabe,
Talvez porque esses tiveram seu fim,
E a Verdade é de quem se gabe.
Que tem seu lugar, sim.
E talvez nem seja de todo:
Morrendo a ciência
Vê-se a sublime inexistência
Da explicável carência.
É completa de todo.
Uma douta vida do seu fim
Suspensa com tal fortuna
Da inteligência natural ser una.
