Que sou infantil
Por me atraíres,
Despertar coisas em mim
Achando que não as tinha
Sofrer sempre ao teu vislumbre
Um estremenho, vontade automática
De te abraçar, de te conhecer
Diz-me, se é de mim
A tua formosura
Teus cabelos negros
Tão… humanamente irreais
A meus olhos sedentos
Da tua imagem beber
Isto que me acode
Como se te amasse
Esta longe de ser amor.
Antes paixão irracional
Fogo de falar, sentir
O ser que há nesse
Embrulho bonito
Mas diz-me, por favor
Se é infantilidade minha
Inocência ou estupidez
Deixar-me levar
Por ti
terça-feira, 30 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Presente
Surge do nada
Vontade de querer
O disperso antigo
Pena do que será
Memórias do que seria
Da inocência o terror
Da agnosia solitária
O esplendor dos incultos
Faz-se no simples
Vontade de querer
O disperso antigo
Pena do que será
Memórias do que seria
Da inocência o terror
Da agnosia solitária
O esplendor dos incultos
Faz-se no simples
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