terça-feira, 30 de setembro de 2008

Diz-me

Que sou infantil
Por me atraíres,
Despertar coisas em mim
Achando que não as tinha
Sofrer sempre ao teu vislumbre
Um estremenho, vontade automática
De te abraçar, de te conhecer

Diz-me, se é de mim
A tua formosura
Teus cabelos negros
Tão… humanamente irreais
A meus olhos sedentos
Da tua imagem beber

Isto que me acode
Como se te amasse
Esta longe de ser amor.
Antes paixão irracional
Fogo de falar, sentir
O ser que há nesse
Embrulho bonito

Mas diz-me, por favor
Se é infantilidade minha
Inocência ou estupidez
Deixar-me levar
Por ti

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Presente

Surge do nada
Vontade de querer
O disperso antigo
Pena do que será
Memórias do que seria

Da inocência o terror
Da agnosia solitária
O esplendor dos incultos
Faz-se no simples