É tempo de mudar, do passado enterrar. É tempo de destruir a vã esperança, é tempo de voltar a abraçar o abismo que é a vida. É tempo! Vem! Mergulha outra vez. Levanta âncora dessa ilha pois não te querem em terra. Navega outra vez que é a tua Natureza, coisa que fazes bem. Deixai as lágrimas e sorrisos para as memórias, de nada te servem agora. Novas emoções te esperam. Não ganhes limos, põe-nos na arca e esquece-os.
Tens um mar, um céu, infinitamente azuis… Liberdade, para ti, ó Homem do Leme.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Memórias moribundas
Parece que foi ontem
Que vi o sorriso apagado.
Um laço dado, quebrado
Com o fechar das portas.
Parece que foi ontem
Que concebi a semente
Herança pura de amor
Continuando a cruzada
Parece que foi ontem
Que tinha um pulsar
Boémio e vivaz
Ingénuo do futuro
Parece que foi ontem
Que me apaixonei cego
Caloiro no beijo e no coito
Num colorida chuva de flores
Parece que foi ontem
Que não havia amanha
O momento apenas
Mãe, brinquedo e amigo
Parece que foi ontem que nasci
Após oitenta anos, um só dia vivi
E dei-me conta que hoje morri
Que vi o sorriso apagado.
Um laço dado, quebrado
Com o fechar das portas.
Parece que foi ontem
Que concebi a semente
Herança pura de amor
Continuando a cruzada
Parece que foi ontem
Que tinha um pulsar
Boémio e vivaz
Ingénuo do futuro
Parece que foi ontem
Que me apaixonei cego
Caloiro no beijo e no coito
Num colorida chuva de flores
Parece que foi ontem
Que não havia amanha
O momento apenas
Mãe, brinquedo e amigo
Parece que foi ontem que nasci
Após oitenta anos, um só dia vivi
E dei-me conta que hoje morri
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Pigmento
Amigos
Nós, dueto
Apenas e talvez…
Jovens alegres
Num grupo
De iguais
As intimidades
Experiencia boémia
Sem justas
Amigos de roupas,
Amantes de lençóis.
Nós, dueto
Apenas e talvez…
Jovens alegres
Num grupo
De iguais
As intimidades
Experiencia boémia
Sem justas
Amigos de roupas,
Amantes de lençóis.
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