terça-feira, 18 de agosto de 2009

Os grilos cantam
Nunca se cançam
De parceiras procuram
E então os seus recriam
Assim como em Verões que vieram
Virão. Os grilos cantam.

sábado, 8 de agosto de 2009

Ode Passional

Como flama ardente
Sem no fazer quer dentro como fora
Fá-lo… sei lá onde, mas fá-lo tão melhor quanto o fogo.
Idiota quem o tem, Triste quem nunca o teve
Paira, como uma fé, não em Deus ou Iavé ou Maomé
Mas algo muito mais alto, talvez nem tanto,
Mas para os ceguinhos com certeza
Alto lá, perdoem os nomes, quiçá não sejam assim tão defes
(Além de não o parecer muitas vezes)
Afinal ainda têm a cabeça entre os ombros
E quiçá ainda tenham algum tino naquilo que fazem
Mas fazem-no! Na mesma não importa,
Agem como crianças, estúpidas e lamechas
E sabem! Cartas e poemas na falhada escrita shakespereana,
“Obras de arte” vergonhosas,
Canções romanticamente desafinadas,
Propostas dignas de série de comédia, …
E no entanto, o mesmo processo reinicia-se.
A desculpa é dos apaixonados, tornam à infância iludida pela fantasia do ser apaixonante
Tão fantástico, tão perfeito, tão irreal que…parece isso mesmo,
Fantástico, perfeito, irreal.
Mas não desfaçam esse estado, a não ser que tenham inveja… vá confessem
Todos o temos!
Deixem-nos, eles amam, eles vivem, eles choram, eles riem, eles querem, eles sacrificam, eles
São felizes… para sempre. Que piada! Pensam! Vá… nada é perpétuo,
Mas ao menos o momento é deles, e deles só, e q se roam os invejosos!
É nisso o que faz a máquina ferrugenta de tanta lógica e podridão científica, andar. Para trás, para a frente, cima, baixo, aos saltos de cabeça para o ar, do avesso, que se dane! É andar! É agir, é viver, é sentir! Com a cabeça a ferver de febre, borboletas na barriga, respiração descoordenada, peito a doer, língua a inchar, formigas na ponta dos dedos, pau e bicos feitos, hormonas em alta e cérebro inexistente, mas com todo o amor para dar e para receber.
E no final sabiam-no, desde o principio,
Mas nada fizeram, pois estavam apaixonados
A desculpa perfeita

terça-feira, 4 de agosto de 2009

"Birds"

Numa tal viagem
Que só cada um
Vultos de cores
Ou pretos
Passam velozes
Enquanto o céu e a ansiedade
Se mantêm connosco
Até ao fim

Mãos do céu
Trazidas por pássaros do vento
Estendidas para o destino as agarrar
Alguém fugitivo, sem raízes nos pés
Um bandido inocente, sem asas mas que voe