domingo, 25 de dezembro de 2011
Poema encontrado
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Hoje confiei um desejo à minha caixinha dos desejos.
Na confiança vã e inconsciente pergunto-me: será de verdade?
Tenho a paradigmática ciência, a antiquada fé religiosa, as brilhantes estrelas, a novata física quântica, e o subjectivismo mundial. Corroboram-me e chacotam-me pela minha simples acção. Uma acção mais que infantil à espera do pai natal. Uma acção mais humana do que a humanidade orgulhosamente “contemporânea”.
Não acham que temos escolha? Escolha do balão de ar sem nenhum cordelinho.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Deslumbramento
terça-feira, 8 de novembro de 2011
E talvez nem seja assim tão mau
Uma vida, uma existência apenas
Rumor de tudo ter seu grau
Ditado na razão ou divino mecenas.
E talvez nem tenha de ser assim.
Nem tudo tem de ter seu fim
Quando a fatalidade é certa cena,
Há causa para ter pena;
Nunca foi ensinado o que se sabe,
Talvez porque esses tiveram seu fim,
E a Verdade é de quem se gabe.
Que tem seu lugar, sim.
E talvez nem seja de todo:
Morrendo a ciência
Vê-se a sublime inexistência
Da explicável carência.
É completa de todo.
Uma douta vida do seu fim
Suspensa com tal fortuna
Da inteligência natural ser una.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Conselheiro
domingo, 3 de julho de 2011
Estive a trabalhar para não existir
Estive a trabalhar para não existir.
Numa terra que, é caótica,
Compreendo. Não preexistir
Algo vero ao alcance da óptica
Par quê então insistir?
Numa bélica semiótica
De certezas a colidir,
Estive a trabalhar para não existir.
Nem se sabe, como é fingir
Coisa na moderna retórica
Visto ser nato o esculpir
Duma íntima regra teórica
Que poucos hão-de sumir
Estive a trabalhar para não existir.
Asnada será? A descobrir
É lata a crença na auto-glória
Dever da subjectividade suprimir
Pensar na detenção da vitória
Salvação dos outros: ser Eu a corrigir.
Estive a trabalhar para não existir
Pois no fim irei diluir
Neste mundo que do irmão é fóbico.
sábado, 25 de junho de 2011
Carrossel
Uma ensurdecedora histeria
Sabia-lo que o vivia
Ritmos populares e agudos
E no entanto...
Uma segura calma
Silêncio interior
Sorrisos da mais pura
Alegria
Um velocidade estonteante
A querer roubar-me de solo seguro
Em torno de si mesmo, incrivelmente
Reconfortante...
O momento, perdurou
Velozmente estático
Com as manchas coloridas
E luminosos paraísos
De uma felicidade à muito perdida
domingo, 5 de junho de 2011
Sigo votando no impossível
Regime sem verdade
Futuramente plausível
Logo tentando a complexidade
Sigo mantendo castidade
Do interior desejo megafónico:
Pedir que haja mais que amizade
Crendo ser concretizável,
Sigo parecendo afónico
Recatando pranto salificável.
Ninguém, nem eu me ouço
Tornando-se até meloso
Tudo corre avessado
Arde brando, trespassado
Por ímpeto valoroso,
De nada me vale.
Sigo sonhando o possível,
Retendo a saudade,
De um sim sem pensar.
Pois... será verdade?
Haverá o dia de mudar.
Talvez, nem com isso me rale
Por princípio ou mais, sinceridade,
Sinto que sempre serás no meu peito.
Mas nada há para provar
E fere fundo acreditar
Na tua breve ganha notoriedade
Apenas memória do passado
Podia mais recitar
Ao meu teu preito
Mas nada há de mudar
Até ao dia em que aceito
domingo, 17 de abril de 2011
domingo, 20 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
O que sinto
É possível descrever?
Sintomas talvez
Deleita-me estar contigo
Até em silêncio
O mesmo do teu riso e impaciência,
Desculpa que já deves conhecer.
País de permanente fantasia
Em que habitas, tento por vezes
Sabê-lo como criança curiosa
E por vezes damos folias
Como grandes crianças que ainda somos
Não sei deveras que nome tem
Tudo isto e mais, que em mim se mostra por ti
Chamei-lhe prematuramente “gosto de ti”; desculpa
Há sim, parte que incita esse desejo
Quando a outra se interroga se será apenas pecaminio físico
Sendo uma intima relação amiga, e nada mais
Será atrevimento: sentires-te idêntica?
Algo em mim me diz. Se é sexto sentido ou fé nem sei
Queria era esclarecer e perdoares-me a comunicação
Creio na maior assertividade da escrita
Para o nevoeiro que não avisou da sua chegada
Nem quando a sua partida
sábado, 5 de março de 2011
Again Anew
Faz-me miúdo novamente
Tão familiar, quão estranho
A lição nunca é aprendida
E no entanto, encanto-me