quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Final...
Um sonho bom
Que inacabado ficou
Tanto, que sentiu
Tanto, que transformou
O amor sonhado possível
Revê cada momento
Como algo distante,
Talvez nunca acontecera
Ou então era obra da sua ilusão
Das coisas… uma boa ilusão,
Cheia de esperança e prazer,
Mas apenas uma ilusão.
Namoro e paixão
Não fazem jus
Ao que sentira,
Platão sabia-o.
Era inevitável que se pusesse termo
À cegueira fantástica,
À morte da razão.
Que não veio, prevalece a dor.
Por quanto tempo?
Não sabe, ninguém sabe.
Tudo se obliterou
Numa tão ansiada negação
Que por fim fez
Derramar as lágrimas
À muito esperadas
E assim renasceu
Nardan Shade
Sombra sem dono
Errante que sonha
Com planície de trigo
domingo, 14 de dezembro de 2008
Fantasia Final I
Só meu
Danço com reais trigos
De tão doce fragrância
Sem saber ao certo
Existir
No caos fabuloso
Todos dançam
Ao som de meu sono
Apenas coisas, no momento
Tornam-se seres
Sou eu
Ou aquilo que mais anelo
E assim se baila
Com pássaro e gato
Melodia privada
Surda, como visíveis fantasmas
Vivo tudo isto
Sem o saber
Como meu último fôlego
Vejo tudo para me esquecer
Ao acordar vou sonhar
Com o sonho que me espera,
Compor a essência
Para maestro encantar
A mim e a todos
Desconhecendo os limites
De tal encanto
Confundo os sonhos
Aquilo que é cortês
Em cada um
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
+-
Quem sou, único
Parte tua, existir
Pela tua existência
Morrer contigo.
Obrigado pelo corpo
Perfeito, envolve
O que escrevo, crio e amo
Sente agonia e sofrimento
Amor e prazer.
Obrigado pela vida
Livre, concedida
Sem esquecer
Com a mesma
Te agradecer.
Obrigado por sentir
Ter meios para
Escrever esta canção
Por ser capaz
De dar o coração.
Obrigado por não
Me amares
Nem me odiares
Apenas seres
Não julgares.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Sem Motivo...
Matreiro e simples,
Louco e sentido,
Subtil e descarado;
Adoro, a pele
Pálida e macia;
Perfumada…
Adoro o perfume;
Adoro, o cabelo
Solto ou apanhado,
Loiro ou mulato,
Curto ou longo
Adoro, o olhar verde
Com e sem intenção,
Sério e brincalhão,
Sedutor e reprovador;
Adoro, o gozo em
Fazer irritar,
Tirar as coisas
E intrujices ditas;
Adoro, a discussão
Birras por nada.
Adoro, o rancor
Assim como o amor;
Adoro, o silêncio
Deixando-me de rastos
Adoro, as carícias
Imperceptíveis;
Adoro, os beijos
“Adoro-te” e abraços
Que saem do nada
Como as lágrimas felizes
Amo tudo…
Será por inexperiência?
Valerá a pena?
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Estações
Com o desabrochar
Prima do inteiro
Vera nova idade
Estado de sonho
Mar de cores
Afogado em aromas
Doces e frios assim como
A recém-nascida vida
Tudo tão
Belo e real
Simplesmente
Brota naturalmente
…e assim se cresce
Em tons dourados
Raiados de sol
Dando fruto
Outrora nascido
Meramente nado
Há agora a evolução
Êxtase e furor
Tudo acontece
Épocas cálidas
Sem algum pudor
Grandeza e fraqueza
Mata tudo num ápice
…e assim se muda
Grande quebra gradual
Prole a maturar
A verdura a cair
Tempo sábio
Decadente e frio
Aceitação do fado
Nada é eterno
Forja para o retorno
… e assim se finda
Secando na memória
Ao menos, verdejantes
Campos e árvores
Oceano colorido
Nesse prazo branco
Monocromático
Onde tem-se os resquícios
De um ano de vida
Para que a memoria
Nunca falhe
…e assim se espera
Pela nova Prima.
domingo, 9 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Caminho das Folhas
No manto inacabável,
Verde radioso e banhado,
Aqui e ali forrado
Grandes pétalas enrubescidas
Sabedoria da grande mãe;
Naquela sociedade
Sem cidade
Moram mitos e lendas
Brinca-se com elas
Os de espírito livre
Esquecendo completamente
Quem não eram…
Caminho melodioso
Unicamente de verde e vermelho
Onde se une o cosmos
Tudo é tão simples
Sem o ser deveras
Apenas se é
Deixando de pensar
Começar a existir
Com quanta cor
Em apenas duas houver
Do caminho sem sentido
Senão o calmo percorrer
Por quem desinteressa
De tudo o resto
Estado quimera
Por quem cego é
Que conhece como ninguém
O realmente real
Sem o saber
Percorrem o caminho
Tudo em nada se faz
E do nada para o infinito surge
O manto verde de folhas vermelhas
Incompreendido pelo menos
Andam em bicos de pé
Dançam ao saber das tintas
Traduzidas apenas por três
Verde, vermelho e azul
Sem estragar nada
Para os que se seguirem
A ficar sem nome.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Inocência de Amar
Fui estúpido em acreditar
Que podia esquecer
O que não se pode conhecer.
Abnego-me do exterior,
Além do pouco pudor
Para expressar o interior
Agora aceito o terror
Que tenho em adorar
O que não se pode amar.
Perfume inexequível de recriar,
Esmeraldas em pérolas esmaltadas!
””””””””””””””””””””
Erro em saber
O que não é:
O invisível falso
Com o vero real.
Peco em negar
O que tenho à muito,
Dei por adquirido
Aquilo que quis enterrar.
No fundo sabia-lo,
Desde o inicio…
Que te amaria
Sem saber ou querer
Algo em troca.
Fico grato apenas
Pela tua existência.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Sem Motivo
Só por instinto?
Posso te abraçar?
Sem vergonha?
Posso te embalar?
Em simples braços.
Posso te elevar?
Para nunca cair,
Para sempre voar!
Sem motivo…
Apenas porque és.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Ciência
“Em nada do mundo.”
“Mas sabes deveras?”
“O saber das eras.”
“Sabes de dramas!”
“Apenas que me amas.”
sábado, 25 de outubro de 2008
Não sei
Dois egos altercam-se:
Odeio ou amo?
Sem gnose para fechar,
A Angústia fica
Por ensaio, o temor
De libertar o interior
À ferida por sarar
Na fidelidade do grémio.
Dor imensa, esquecida,
Encrostada nas trevas
Mas que o Verbo
A arrebatou
Mas, essa mesma Voz
Novo rubro me trouxe,
Além de desconhecer
A completa veracidade.
Porém, esse ferimento deixa-me
Na sombra abominável
Da irresolução. Se o Verbo
É realmente real…
E, por findar, não desprezo
A incapacidade do mal;
Soberania dos sentidos
Sobre a razão.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Solidão
Que vêem em mim
A tristeza da solidão
A mágoa das sombras
Pois. Não é mentira
O que observam
Sou a solidão
Mas não a tristeza
Normal ver a tristeza
Casada com os solitários
Mas a solidão está
Só
Pena é daqueles
Ignorantes da maravilha
Da solidão, maravilhosa
Apenas se é, sozinho
Nada mais, nem menos
Não há qualquer conforto
Ou desconforto na
Condição da solidão
Apenas o sou e aceito
Como algo inerente em mim
Que não me causa nada
Somente Só
Confesso, no entanto
Por vezes desraizo-me
Desse meu ser
Só para sentir prazeres
E desgostos
Sou pecador por
Nunca aprender
O meu lugar sou
Eu mesmo
Solidão
Sorriso
O cessar duma guerra
Uma amizade nascer
Sorriso, tão difícil de se ver
Uma arma
O sorriso também é
Depende dos lábios
Donde floresce
O sorriso é a palavra
Do amor, pois
Tal como o Amor
Magoa e cura
Todas as maleitas
Do interior
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Diz-me
Por me atraíres,
Despertar coisas em mim
Achando que não as tinha
Sofrer sempre ao teu vislumbre
Um estremenho, vontade automática
De te abraçar, de te conhecer
Diz-me, se é de mim
A tua formosura
Teus cabelos negros
Tão… humanamente irreais
A meus olhos sedentos
Da tua imagem beber
Isto que me acode
Como se te amasse
Esta longe de ser amor.
Antes paixão irracional
Fogo de falar, sentir
O ser que há nesse
Embrulho bonito
Mas diz-me, por favor
Se é infantilidade minha
Inocência ou estupidez
Deixar-me levar
Por ti
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Presente
Vontade de querer
O disperso antigo
Pena do que será
Memórias do que seria
Da inocência o terror
Da agnosia solitária
O esplendor dos incultos
Faz-se no simples
domingo, 13 de julho de 2008
Homo Lectus
Máximo... Alegoria
Da cama, declamante
Boémia e frugal do
Curto arrastar da vida
Vida essa, tal como
O incansável objecto
Da nossa estimada
Inseparável cama
Que de berço a casal
Nos deu, dá e dará
Tantos motivos:
Medos e prazeres
Doenças, segredos,
Choros, risos,
Noitadas, vómitos,
Mijo, esperma;
Sim,... isso e mais
A cama já teve
A cama, tal como a
Preciosa vida, é
Uma inutilidade.
Condenados
A fazer, desfazer
Fazer e desfazer
Vezes sem conta
Bem vistas as coisas
O problema é nulo:
Meter-se debaixo
Dos lençóis. Até
Têm-se prazer nisso
Mas...
Qual é o prazer
Em refazer os estragos
Depois do prazer
Do desfazer?
A cama... que nos
Acompanha à cova.
Pois vistas as coisas
O caixão é a cama final
Onde nos deitam
Para nunca mais a desfazermos
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Consumismo
A beleza das coisas
Aspirantes a caras
Coisas e... mais coisas
Conflituosas com
... mais coisas
E se... as coisas
Deixassem de ser
O que são?
Que coisas havia então?
quarta-feira, 25 de junho de 2008
E depois?
uma aventura a desenvolver,
um sonho a crescer,
E depois...
a esperança
de criança
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Lia
Escuros sóis
Olhos sérios
Grandes, ternos
Voz delicada
Surda, mansinha
Doce algodão
Irresistivel chamar
Cabelos negros
Noite só
Branco esquivo
Puro e belo
Eram um todo
Perfeito tamanho
Para se pousar
Perfeitos braços
Para a abraçar
Tão pequena
Irresistivelmente...
Pequena e grande
Olhar solar
Escuro e sábio
Como sofreu
Tua metade com...
Teu sofrimento
Tua tristeza
Teu filho perdido
Como sofreu...
Silêncio e arrogância
Tua partida prematura
Sofre intimamente
Ao sentir
a sua metade
Num todo ausente
terça-feira, 11 de março de 2008
Que... te amo
Perdido de amores
Por ti
É possível amar
Seres imperfeitos?
Tentei e falhei.
Estás presente
Sempre, em divagos
Apenas te toco
Em sonhos
Numa fantasia real
Não sei quem amo
Ou o que amo, mas…
Sei tão bem que… te amo
Meu refúgio
Ao mundo irreal
sexta-feira, 7 de março de 2008
A Thousand Nights

Standing here
Alone inside
With noting than
Expectations
I want, and wait
For my angel
Break into me
The first kiss
The last of thee
With the kiss gave
And the holes deep
I’ll lie, there
The sweet venom
Running in my veins
Sweet Draz’rael
I now am
Cold blood thirst
Cursed immortal
domingo, 2 de março de 2008
Tenho saudade...
Tenho saudade
Longos e belos
Sedosos e voluptuosos
Lisos e graciosos
Cabelos d’oiro
Tenho saudade
Finos e delicados
Ternos e carinhosos
Simples e macios
Sorridentes lábios
Tenho saudade
Vertiginosos e radiosos
Deslumbrantes e maravilhosos
Cristalina prata, puro ouro
Místicos olhos
Tenho saudade
Leitoso e argênteo
Suave e sensual
Perfumado e verdadeiro
Perfeito corpo
Tenho saudade…
… do que está para vir
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Sonhos beijados
Nada há de mais belo
Nada neste mundo se assemelha
Nada do que possamos fazer
Assemelhar-se-á
À maravilhosa natureza do Beijo
O Beijo, como tudo que existe
Com o tempo
Se foi desgastando
Apagando o significado
A magia de não mais quer
Existir. Sem o paladar
Da rotina do beijo
Assim quero permanecer
Inocente ao ponto de sonhar
Com o sabor do Beijo
De me embriagar em
Sonhos beijados
Beijo nunca dado
Vi-te mascarada
Com cabelos negro
Pele macia
Sorriso jovial
Numa festa ao luar
Amigos com suas intrigas
Música e afins
Estranha e incógnita
Chamas-te por mim
Vim, abracei-te
Beijei-te, tão real
Tão sentido, tantas emoções
Retraíste-te
Ao princípio pensei
Mas só procuravas
Refugio aos amigos imaginários
Para me chegar a ti
Para te tornares real
Com cada beijo,
Cada carícia, ternura
Certo de ser mais autentico
Do que a própria realidade
No beijo que te ofereci
Tão vivido, intensamente
Guardaste os sentimentos
E eu guardarei os meus sonhos
Do beijo nunca dado
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Desde longo tempo
Que não me sentia assim
A transbordar de energia
Veemência que urgia por ser libertar
Um sensação de fulgor, potência
Apodera-se rejeitando toda a razão
Empurrando para o desconhecido
Para o perigo da experiência
Sim… uma explosão interior
Ordenando ao exterior por se igualar
Liberta-se um monstro privado
Sedento por ceifar loucuras
Foi assim, o meu monstro
A minha doidice podia de tudo
Até desafiar o sono eterno
Contudo os planos eram outros
Não sei quais…
Estive em busca de um alvo
Algo demente, selvagem
Nunca tivesse feito,
Que me viesse a arrepender
A noite ia avançando,
Amainando subtilmente o cão raivoso
Com correrias, gritos e bebida
Sem sucesso;
Ficava mais e mais desesperado
O Cão de três cabeças
Digeria-me lentamente
Dolorosamente, se não agisse
Se não fizesse uma Loucura!
Mas… a verdade é que
A noite ainda era uma criança
Tive de me afundar na minha cadeira
A escrever para Ninguém
Enquanto esperei que o monstro
Se satisfizesse com o que restava de mim
Contos de Fadas
Porque será?
O ódio uma coisa natural?
Afinal, não é do gosto de todos,
Ser amado por todos?
Entristece-me ver que
Na demanda por uma donzela
Para ocupar meu coração
Todas aquelas a que me cruzei
Havia ódio entre elas
Intriga, mal dizer, traições
Digam-me se estou enganado
Parece-me que sou eu
Anormal e estúpido
Por não nutrir ódio,
Sede de traição, de confusão
Apenas querer viver e
Deixar viver
Quiçá, viva num conto de fadas
Onde as belas e joviais donzelas
São puras, simples e delicadas
Não sendo inato nelas
A sede de caos, crueldade
(suspiro) … seria bom.
Uma dor de cabeça
Não ter por quem amar
Mas amar não se sabe o quê
As carícias, as ternuras e os beijos
Atiro-os para o nada
Na esperança de aquele ser amado
Se revele, tire o véu de obscuridade
Que paira sobre Ela
Por quê?
Incapacidade de me aproximar
De me apaixonar novamente
Em vez de estar perdido de amores por…
Ar
Mas realmente estarei?
Não será mais uma birra
Uma espera utópica
Por um ideal, um Amor Único
O cansaço aperta-me a razão
Pouco sentido me faz
As ideias ocas de conteúdo
Lá está, o Ar amado
O Ar, que melhor bebida espirituosa
Ganhado a Sua forma em sonhos
Tormentos, demências e delírios
Que nada mais é
Do que Ar
…meu doce Ar…
Tão distante,
Lágrimas mudas
Choro vendado
Grito censurado
Martirizo-me, demente
Por cheiro inodoro;
Pele irreal;
Visão cega;
Palavras surdas;
Beijo insípido;
Um sorriso fraco
Desenha-se nos lábios
Cada vez que presencio
Corpo, gesto, aroma, olhar
Puro, simples, inocente e feminino
Ao lembrar-me Dela
E depois…
Volta tudo a ser
Como dantes…
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Carecendo de alguém
Alguma vida física
Anseio por tua companhia
Vejo-te em tuas criações
Sinto-te tão perto
Contudo, inalcançável
Frustração apodera-se
Quando belezas passam
Quando embriago-me
Nos óleos dos seus cabelos
No puro caminhar, observo-te
Sabendo que não és,
Continuo a ter prazer
Com tantos defeitos e qualidades
Da tua descendência
Um prazer simples,
Passivo, inato e silencioso
Um prazer despertado por ti
Nos corpos de tantos seres
… é cruel isso,
Não te poder tocar em pessoa
Incapacidade de abraçar, de segurar
Tuas mãos, teu rosto, teu ser…
Talvez seja isso
Insanidade, desespero,
A altividade, a neutralidade,
Harmonia a origem
Grande transtorno
Miserável, insignificante
Defeituoso me sinto aos teus pés
Eu! Quem mais te quer! Abraçar
Chorar em teu colo,
Acariciar teu belo corpo
Voltar para teu Seio
Ser criança outra vez
Para amar de verdade
…basta, peço-me.
Pára rogo-me,
Chega! Imploro-me…
Com minha alucinação
Loucura! Depressão!
…
Levai-me vós!
Vivo ou morto
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Vazio
Engraçado é
A apatia melancólica
Que acarreto em meu peito
O negrume de tanta coisa vazia
O vazio inquebrável
Estático grito
De quem desespera
Por... alguma coisa
Impossível de a encontrar
O que quer que seja
Pois alma minha
Não encontra qualquer
Objecto de adoração
Não devo cair
Na rotina mecânica
Sem sabor
Sem viver realmente
Tenho sono, cansaço na Vida
…oca
