Apartei-me sem dó
Com mágoa e desencanto
De, talvez, nenhuma igual
Fortuna o ditou, quero crer
Os dois, enfim… sonhos
Era o que respirava(mos)
Insuficiência para a vida
E a Vera chamou por mim
Quanto mais permanecia?
Quanto mais não agia?
Haveria um fim?
Ou ser à mercê do espírito?
Foi-se a era cândida.
Tudo em harmonia
Para um final glorioso
E uma árvore a nascer
Nada esquecerei
Mais uma cruz em peito
Virá, em sorrisos e esgares.
Uma projecção incontrolável, talvez…
Foi imperativo
Agressividade necessária
Lágrimas sujeitas
Num silêncio funesto
Amargo-me em mim
Com tal flagelo
Causado aos inculpados
Na tormenta enjaulada
Assim se fez o êxodo
Nas terras ermas
Desespero por abrigo
Enquanto deixo morrer
O pulsar do coração.