sábado, 25 de junho de 2011

Carrossel

Uma ensurdecedora histeria

Sabia-lo que o vivia

Ritmos populares e agudos

E no entanto...


Uma segura calma

Silêncio interior

Sorrisos da mais pura

Alegria


Um velocidade estonteante

A querer roubar-me de solo seguro

Em torno de si mesmo, incrivelmente

Reconfortante...


O momento, perdurou

Velozmente estático

Com as manchas coloridas

E luminosos paraísos


De uma felicidade à muito perdida

domingo, 5 de junho de 2011

Sigo votando no impossível

Regime sem verdade

Futuramente plausível

Logo tentando a complexidade


Sigo mantendo castidade

Do interior desejo megafónico:

Pedir que haja mais que amizade

Crendo ser concretizável,


Sigo parecendo afónico

Recatando pranto salificável.

Ninguém, nem eu me ouço

Tornando-se até meloso


Tudo corre avessado

Arde brando, trespassado

Por ímpeto valoroso,

De nada me vale.


Sigo sonhando o possível,

Retendo a saudade,

De um sim sem pensar.

Pois... será verdade?


Haverá o dia de mudar.

Talvez, nem com isso me rale

Por princípio ou mais, sinceridade,

Sinto que sempre serás no meu peito.


Mas nada há para provar

E fere fundo acreditar

Na tua breve ganha notoriedade

Apenas memória do passado


Podia mais recitar

Ao meu teu preito

Mas nada há de mudar

Até ao dia em que aceito