Sigo votando no impossível
Regime sem verdade
Futuramente plausível
Logo tentando a complexidade
Sigo mantendo castidade
Do interior desejo megafónico:
Pedir que haja mais que amizade
Crendo ser concretizável,
Sigo parecendo afónico
Recatando pranto salificável.
Ninguém, nem eu me ouço
Tornando-se até meloso
Tudo corre avessado
Arde brando, trespassado
Por ímpeto valoroso,
De nada me vale.
Sigo sonhando o possível,
Retendo a saudade,
De um sim sem pensar.
Pois... será verdade?
Haverá o dia de mudar.
Talvez, nem com isso me rale
Por princípio ou mais, sinceridade,
Sinto que sempre serás no meu peito.
Mas nada há para provar
E fere fundo acreditar
Na tua breve ganha notoriedade
Apenas memória do passado
Podia mais recitar
Ao meu teu preito
Mas nada há de mudar
Até ao dia em que aceito