sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Bêbado

À espera d'algo
que jamais chegará
um fim a esse fidalgo
que rege ao que será

Já nada espero,
assim me ensinou, tal vida que levo
mas porquê, que mal fiz que merda sou
tuto mia culpa.

de cada erro que dou, é só mais uma cicatriz,
de todo invisível, aos outros, meus íntimos, em nada íntimos
fará pois parte minha, mesmo rejeitando, como a futuros amores
pois não, basta. morreu, quero que morra, morre, morre, morre

és cruel em manter o véu
seja qual for, porquê?
será que sou tão pouco para ti?
menos do que enfado?


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Quando não a temos, buscamos com uma letárgica apatia, compulsivamente ausente, os pequenos, insignificantes e tolos instantes de riso, algo para o escape, algo que nos faça esquecer de nós enquanto seres execrávelmente auto-piedosos.

domingo, 24 de novembro de 2013

Desentoxicação

Só para dizer que te amo
Nem sei porquê desse facto
Pois nunca me deste tal motivo
E que estou carente do que quer que seja teu
está com o respirar, que a custo vou fazendo.

É a agonia da vida,
Um holocausto invisível,
Que me pesa em meu peito.
Validando a possibilidade:
Há gente que morre por amor

Mas até que ponto é que a ânsia
Pelo teu corpo e pessoa, é droga
A mais poderosa, pois se ocasião consumada
Seria feliz?

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sobre a frustração

Sobe devagarinho, um mau estar denotado apenas quando já no goto está. De mansinho chega, sem lhe dar muito ouvido, como criança de mama, espreme-se ao peito das vitimas de alguma injustica pouco justiceira a qual o fado tem sempre a opinião final.
Tresanda a impotência, quase afogando qualquer senso comum de aceitação. Uma afronta à pomposa integridade e certeza egocêntrica.
É cruel.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Sobre a memória

Rude é quando a penso, pois nunca é só. Como uma rosa cheirosa, embriago-me no perfume de coisas que já foram doces ao toque que, agora, pica com quanta intensidade a que me dedico às nostalgias. Mas, contudo, elas são o combustível do meu Homem, projectando esperança e vontade no aqui e agora para que os meus passos não sejam apenas mais um peso no mundo e em mim. Acabam por ser melancólicos os insólitos sorrisos nas marés que nunca ninguém navegará, pois nem sei, ainda, a que me dedicar: se ao passado que já foi, ou ao fururo que nunca será.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sobre a saudade


Um sentimento de abandono, com o qual me deparo, novato, sem as devidas ferramentas para o retirar. Sei de onde provém, são efeitos secundários duma coisa real, com a qual partilho um especial apreço, adquirindo lentamente um novo fôlego de vida. Esse sentimento é como o pulsar de alguém agarrado, um ente que está em permanente agonia de estar a morrer. Incapaz de clareza o meu espírito abstrai-se da corpórea dor para as ideias da nossa reunião.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Desejo de Alivio

Serei jovem uma vez mais
Ao pedir, sem fé, a um eu cruel
"Para amar jamais"

Seria, um romance de espirito livre
eu comigo com ela, sem morrer
apenas só, prazer&sofrimento jamais

E porque não?
Alivio

terça-feira, 19 de março de 2013

Há aquele certo momento
Que tão bem me faz,
E doí-me de tanto gostar.
Sinto-o, que quase arrebento
Da força vital que me refaz,
É assim: a dádiva de amar

domingo, 10 de março de 2013

Mudança

Enquanto ouvia fado
Em rio já trançado
O céu aumentava o meu ar

Antecipei-me a esperar
No intento de meditar
Sem me crer predicar

O doce momento chegou
e ligeiro, o verbo sossegou
num falar em vários ramos

E assim, a não sei quantas, íamos:
"Em que ficamos?"
"Vale a pena tentar"

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Não vá o mau ditado tornar-se no mau ditador