domingo, 26 de abril de 2009

20 & 5

Masturbação empírica
Pelo truncado saber
A Mão é satírica
Evita-se reconhecer

Tristeza é doença
Tomam-na em ofensa
Às suas fracas alegrias
Às lacrimosas regalias

Terra cinzenta
Sob Infinito sol
Em fixa tormenta.
Canta ó rouxinol!

Já não se pintam
Cravos de vermelho
Morto está o conselho
O punho de esperança

“Futuro é da criança”
O nosso já foi infância
Assim continua a herança:
Sorrir com confiança.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Nem bem nem mal
É o simples tempo
E amo-te, o que ficou
Nas memorias e espaço
Ficaste, um amor
Por pagar, mas é

Como um vazio
Presente. Preenchido
Com fé que podia,
Vaga e fantástica,
Ser alguém amado
Por quem se quer

Tempo, maldito
Tens que nos mutar?
Gravar na memória
Mudámos, mas ficaste
Uma tua minha imagem
Nos amuletos que deixaste
Recriam-te numa época inexistente
Por mão da tenção de não esquecer
À imaginação, musa, deidade jamais sumida

Foste assim? Ou é a voz da vontade?
Verdade é que os tempos mudaram
E com eles o mundo todo.