domingo, 3 de julho de 2011

Estive a trabalhar para não existir

Estive a trabalhar para não existir.


Numa terra que, é caótica,

Compreendo. Não preexistir

Algo vero ao alcance da óptica

Par quê então insistir?

Numa bélica semiótica

De certezas a colidir,


Estive a trabalhar para não existir.


Nem se sabe, como é fingir

Coisa na moderna retórica

Visto ser nato o esculpir

Duma íntima regra teórica

Que poucos hão-de sumir


Estive a trabalhar para não existir.


Asnada será? A descobrir

É lata a crença na auto-glória

Dever da subjectividade suprimir

Pensar na detenção da vitória

Salvação dos outros: ser Eu a corrigir.


Estive a trabalhar para não existir

Pois no fim irei diluir

Neste mundo que do irmão é fóbico.