Adoro, o sorriso
Matreiro e simples,
Louco e sentido,
Subtil e descarado;
Adoro, a pele
Pálida e macia;
Perfumada…
Adoro o perfume;
Adoro, o cabelo
Solto ou apanhado,
Loiro ou mulato,
Curto ou longo
Adoro, o olhar verde
Com e sem intenção,
Sério e brincalhão,
Sedutor e reprovador;
Adoro, o gozo em
Fazer irritar,
Tirar as coisas
E intrujices ditas;
Adoro, a discussão
Birras por nada.
Adoro, o rancor
Assim como o amor;
Adoro, o silêncio
Deixando-me de rastos
Adoro, as carícias
Imperceptíveis;
Adoro, os beijos
“Adoro-te” e abraços
Que saem do nada
Como as lágrimas felizes
Amo tudo…
Será por inexperiência?
Valerá a pena?
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Estações
…e assim se nasce
Com o desabrochar
Prima do inteiro
Vera nova idade
Estado de sonho
Mar de cores
Afogado em aromas
Doces e frios assim como
A recém-nascida vida
Tudo tão
Belo e real
Simplesmente
Brota naturalmente
…e assim se cresce
Em tons dourados
Raiados de sol
Dando fruto
Outrora nascido
Meramente nado
Há agora a evolução
Êxtase e furor
Tudo acontece
Épocas cálidas
Sem algum pudor
Grandeza e fraqueza
Mata tudo num ápice
…e assim se muda
Grande quebra gradual
Prole a maturar
A verdura a cair
Tempo sábio
Decadente e frio
Aceitação do fado
Nada é eterno
Forja para o retorno
… e assim se finda
Secando na memória
Ao menos, verdejantes
Campos e árvores
Oceano colorido
Nesse prazo branco
Monocromático
Onde tem-se os resquícios
De um ano de vida
Para que a memoria
Nunca falhe
…e assim se espera
Pela nova Prima.
Com o desabrochar
Prima do inteiro
Vera nova idade
Estado de sonho
Mar de cores
Afogado em aromas
Doces e frios assim como
A recém-nascida vida
Tudo tão
Belo e real
Simplesmente
Brota naturalmente
…e assim se cresce
Em tons dourados
Raiados de sol
Dando fruto
Outrora nascido
Meramente nado
Há agora a evolução
Êxtase e furor
Tudo acontece
Épocas cálidas
Sem algum pudor
Grandeza e fraqueza
Mata tudo num ápice
…e assim se muda
Grande quebra gradual
Prole a maturar
A verdura a cair
Tempo sábio
Decadente e frio
Aceitação do fado
Nada é eterno
Forja para o retorno
… e assim se finda
Secando na memória
Ao menos, verdejantes
Campos e árvores
Oceano colorido
Nesse prazo branco
Monocromático
Onde tem-se os resquícios
De um ano de vida
Para que a memoria
Nunca falhe
…e assim se espera
Pela nova Prima.
domingo, 9 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Caminho das Folhas
Entre as grandes anciãs,
No manto inacabável,
Verde radioso e banhado,
Aqui e ali forrado
Grandes pétalas enrubescidas
Sabedoria da grande mãe;
Naquela sociedade
Sem cidade
Moram mitos e lendas
Brinca-se com elas
Os de espírito livre
Esquecendo completamente
Quem não eram…
Caminho melodioso
Unicamente de verde e vermelho
Onde se une o cosmos
Tudo é tão simples
Sem o ser deveras
Apenas se é
Deixando de pensar
Começar a existir
Com quanta cor
Em apenas duas houver
Do caminho sem sentido
Senão o calmo percorrer
Por quem desinteressa
De tudo o resto
Estado quimera
Por quem cego é
Que conhece como ninguém
O realmente real
Sem o saber
Percorrem o caminho
Tudo em nada se faz
E do nada para o infinito surge
O manto verde de folhas vermelhas
Incompreendido pelo menos
Andam em bicos de pé
Dançam ao saber das tintas
Traduzidas apenas por três
Verde, vermelho e azul
Sem estragar nada
Para os que se seguirem
A ficar sem nome.
No manto inacabável,
Verde radioso e banhado,
Aqui e ali forrado
Grandes pétalas enrubescidas
Sabedoria da grande mãe;
Naquela sociedade
Sem cidade
Moram mitos e lendas
Brinca-se com elas
Os de espírito livre
Esquecendo completamente
Quem não eram…
Caminho melodioso
Unicamente de verde e vermelho
Onde se une o cosmos
Tudo é tão simples
Sem o ser deveras
Apenas se é
Deixando de pensar
Começar a existir
Com quanta cor
Em apenas duas houver
Do caminho sem sentido
Senão o calmo percorrer
Por quem desinteressa
De tudo o resto
Estado quimera
Por quem cego é
Que conhece como ninguém
O realmente real
Sem o saber
Percorrem o caminho
Tudo em nada se faz
E do nada para o infinito surge
O manto verde de folhas vermelhas
Incompreendido pelo menos
Andam em bicos de pé
Dançam ao saber das tintas
Traduzidas apenas por três
Verde, vermelho e azul
Sem estragar nada
Para os que se seguirem
A ficar sem nome.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Inocência de Amar
É impossível negar,
Fui estúpido em acreditar
Que podia esquecer
O que não se pode conhecer.
Abnego-me do exterior,
Além do pouco pudor
Para expressar o interior
Agora aceito o terror
Que tenho em adorar
O que não se pode amar.
Perfume inexequível de recriar,
Esmeraldas em pérolas esmaltadas!
””””””””””””””””””””
Erro em saber
O que não é:
O invisível falso
Com o vero real.
Peco em negar
O que tenho à muito,
Dei por adquirido
Aquilo que quis enterrar.
No fundo sabia-lo,
Desde o inicio…
Que te amaria
Sem saber ou querer
Algo em troca.
Fico grato apenas
Pela tua existência.
Fui estúpido em acreditar
Que podia esquecer
O que não se pode conhecer.
Abnego-me do exterior,
Além do pouco pudor
Para expressar o interior
Agora aceito o terror
Que tenho em adorar
O que não se pode amar.
Perfume inexequível de recriar,
Esmeraldas em pérolas esmaltadas!
””””””””””””””””””””
Erro em saber
O que não é:
O invisível falso
Com o vero real.
Peco em negar
O que tenho à muito,
Dei por adquirido
Aquilo que quis enterrar.
No fundo sabia-lo,
Desde o inicio…
Que te amaria
Sem saber ou querer
Algo em troca.
Fico grato apenas
Pela tua existência.
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