quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


Thou shalt be
What's inside of thee
Does it mock me?
No, 'tis only a bee

Thou shan't be loved:
Fated to wander, yearning nature only
Careless and regretful of ever being human

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Between two concrete walls
I exiled, faith bond
Of a better field
From what lies beyond

Hoped in a shield,
Now doubt befalls:
what sound make of the wall
If not the resulting husk?

Growing in dusk
unnoticed by the rest
closing, hardening,
In answer to cruel outdoors

What make of thee?
Self pity and anger oppresed
who were outcast
as I built my apathy in this sea

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Tenho receio de mergulhar nas questões sem nunca terem resposta, sinto um abismo caótico, verdadeiramente infinito, uma sensação de vertiginosa queda sem fundo ou visão organizadora. Tenho receio pois sei que isto existe, os buracos negros da nosa simples e misera razão, a "nossa" ciência ou religião apenas se resumem a nada, tamanho é a profundeza e sufoco do negrume que se esconde se esconde nessas questões sem resposta. Sei o que é, estar no meio do vacuo caótico, muito para além de qualquer simples tentativa de entendimento, que uma simples questão verbalizada liberta. Sinto-o, vivo-o por momentos infindáveis como esquizofrénica realidade, sinto-o ainda, em latejantes memórias trazidas à luz do lume volta e meia para nunca esquecer. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

As mais bonitas palavras.

Quem ama é diferente de quem é.
É a mesma pessoa sem ninguém.
Alberto Caeiro

terça-feira, 1 de maio de 2012

Fil l.ing


Podes estar mísera pera corpo celeste, mas
Sou obrado à tua altura, sem a devida importância.
Pera o berço e o desfecho do completo

Somos menos que poeira, cousa clara. E depois?
Moda era convocar trovões de noite em breu
Pera nobilitar meu sentido. Culpa débil espécie

À cifra humana. Acontecemos em iluminura,
Nem hercúleo ou liliputiano, como passar
Minhas incógnitas vísceras à tua influencia?

Apenas uma palavra em nada singular:
Amor, sem suficiência ou até precisão,
Pera disser ímpeto dissimuladamente animalesco

Ou pois certamente te estime por seres tu
Insignificante pera  cousas grandes.
Precisamente à minha escala.

terça-feira, 13 de março de 2012

Monstro em mim

Nesta casca, o nucleo é negro
Terrorífico! translucido ao menos
Para cinzentos contrastados
Em sempre mesquinhas partes

Haverá o dia em que serei aquilo que jurara nunca ser
Magoar-te-ei e deixar-te-ei só sem conforto

Palavra do Senhor!
(Ouvimos Senhor)

Com magoas e fantasmas meus, sem o saber
Que foi que fiz mal (?) afogado em aborto

Dizei-me! Para que?

N'último em primo
Renasce. E se... teria...
Ou sou execrável nado
Com funil na tola
Apertando para a cova

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Não percebo como é possível
Na merda da cidade viver
Com tantas cores por cheirar

(Não) percebo como destruo
Com esta lógica essa paz

Mas destruo

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Promessa

Quando o meu coração parar,
Vamos todos fazer uma festa.