domingo, 20 de março de 2011

Porquê instante?

Não podes ser incessante?

Paixão é genuína no escuro,

Entre aqueles tímidos de a aceitar.

Vou amar e soidar e prezar

Cada momento, o mais seguro,

E depois acabo por dissipar.

sábado, 12 de março de 2011

O que sinto

É possível descrever?

Sintomas talvez

Deleita-me estar contigo

Até em silêncio

O mesmo do teu riso e impaciência,

Desculpa que já deves conhecer.

País de permanente fantasia

Em que habitas, tento por vezes

Sabê-lo como criança curiosa

E por vezes damos folias

Como grandes crianças que ainda somos


Não sei deveras que nome tem

Tudo isto e mais, que em mim se mostra por ti

Chamei-lhe prematuramente “gosto de ti”; desculpa

Há sim, parte que incita esse desejo

Quando a outra se interroga se será apenas pecaminio físico

Sendo uma intima relação amiga, e nada mais


Será atrevimento: sentires-te idêntica?

Algo em mim me diz. Se é sexto sentido ou fé nem sei

Queria era esclarecer e perdoares-me a comunicação

Creio na maior assertividade da escrita

Para o nevoeiro que não avisou da sua chegada

Nem quando a sua partida

sábado, 5 de março de 2011

Again Anew

Faz-me miúdo novamente

Tão familiar, quão estranho

A lição nunca é aprendida

E no entanto, encanto-me