Que bom que é
Não ter por que chamar
Sem nome, identidade
Ninguém se é
É se nada, sem palavra
E porém, tudo se é
Por aquilo que se vale
A caricatura identifica
Esquecido da colecção
Existe-se para si
A natureza do ego
Encontra a verdade:
Quem é?
sábado, 28 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Amor… existes?
Num mundo complexo
És simples, ama-se.
Não há definição,
Ama-se o amor
Por coisa, alguém
Ou outra além.
É simples, como isto
Nunca houve tão certo.
Mas porquê, Amor?
De onde vens?
Tens resposta simples?
Nunca a houve, é-o apenas.
Amor, nada é fatal
Não preciso de beijos
Não preciso de carícias
Não preciso de paixões
Não preciso de erotismo
Para te sentir, ter e saborear.
De nada preciso
Antes do Amor.
O resto virá
Quando me amares.
Amor... Amor
Num mundo complexo
És simples, ama-se.
Não há definição,
Ama-se o amor
Por coisa, alguém
Ou outra além.
É simples, como isto
Nunca houve tão certo.
Mas porquê, Amor?
De onde vens?
Tens resposta simples?
Nunca a houve, é-o apenas.
Amor, nada é fatal
Não preciso de beijos
Não preciso de carícias
Não preciso de paixões
Não preciso de erotismo
Para te sentir, ter e saborear.
De nada preciso
Antes do Amor.
O resto virá
Quando me amares.
Amor... Amor
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Visão
Acordado, a sonhar
A vista de um prado
Dourado de trigo
Naturalmente selvagem
Vi-me com ela
A repousar apenas
Delicado à sombra
Observo e saboreio
Todo o seu encanto
Curvas, silhueta
Fito apenas, como
O último momento
Aconchego o seu ser
Imperceptíveis beijos
No dourado do cabelo
No ouvido, pescoço
Ombros e maças do rosto
E… detive-me
Tão próximo dos lábios
Semiabertos a exalarem
Uma perfumada brisa
Sem ter a permissão
O deleite de estar
A um movimento
Do beijo, foi…
Eternamente adorado
Tanta (pouca) espera
Quando cedi ao pecado
Ao de leve acarinhei
Os meus com os seus
Ao que após, permaneci
Recostado a seu lado
Bebendo mais do visível
…Sonhei…
Dormi comigo
Um homem feito
Pelagem já de prata
A sorrir, deitado
De olhos fechados
Ouvi um clamor
Doce e meu querido
Sentado abri os braços
Um amplo abraço, para a criança
Vinha dançando com espigas
Cabelos ao vento, doiro,
Chegada aos meus braços
Elevei-a em meu torno
Risos agudos e graves ecoavam
Pai e filho brincam alegres
Num seu campo doiro
E bela mãe se lhes junta
A vista de um prado
Dourado de trigo
Naturalmente selvagem
Vi-me com ela
A repousar apenas
Delicado à sombra
Observo e saboreio
Todo o seu encanto
Curvas, silhueta
Fito apenas, como
O último momento
Aconchego o seu ser
Imperceptíveis beijos
No dourado do cabelo
No ouvido, pescoço
Ombros e maças do rosto
E… detive-me
Tão próximo dos lábios
Semiabertos a exalarem
Uma perfumada brisa
Sem ter a permissão
O deleite de estar
A um movimento
Do beijo, foi…
Eternamente adorado
Tanta (pouca) espera
Quando cedi ao pecado
Ao de leve acarinhei
Os meus com os seus
Ao que após, permaneci
Recostado a seu lado
Bebendo mais do visível
…Sonhei…
Dormi comigo
Um homem feito
Pelagem já de prata
A sorrir, deitado
De olhos fechados
Ouvi um clamor
Doce e meu querido
Sentado abri os braços
Um amplo abraço, para a criança
Vinha dançando com espigas
Cabelos ao vento, doiro,
Chegada aos meus braços
Elevei-a em meu torno
Risos agudos e graves ecoavam
Pai e filho brincam alegres
Num seu campo doiro
E bela mãe se lhes junta
domingo, 1 de fevereiro de 2009
(A)Deus
A chuva cai
Água apenas
Parecendo-me triste
Sou eu
Porquê? O cair
Não faz sentido
Já não acho o norte
Se é que houve
Porei um ponto
Basta um só
Fecharei a porta
Sempre cerrada
Direi adeus à ficção
A dama branca
Tormenta de meu órgão
Pensar que seria feliz
Agora, sem nada
Como sempre fui
Encaro a Vida
A minha doce vida
Água apenas
Parecendo-me triste
Sou eu
Porquê? O cair
Não faz sentido
Já não acho o norte
Se é que houve
Porei um ponto
Basta um só
Fecharei a porta
Sempre cerrada
Direi adeus à ficção
A dama branca
Tormenta de meu órgão
Pensar que seria feliz
Agora, sem nada
Como sempre fui
Encaro a Vida
A minha doce vida
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