Quem sois vós?
Oh, beleza cruel
Que me enfeitiças…
Com incandescentes cabelos
De onde vindes?
Para possuirdes tal maldição
Na minha pessoa
E nos demais.
Qual o segredo
Escondido em vossos olhos
Talvez estrelas que abraçastes?
Porque não falais?
Será essa a condição
Para divina beleza?
Pobre e verme serei,
Que caí na desgraça
De me maravilhar
Com tal exuberância
Pura… Sagrada…
Em vossos olhos
Minha alma exilou-se
Junto de mil e um astros
De mil e uma noites
Assim permaneço
Insano por dentro
Insatisfeito por fora
…Constantemente
Quem será a musa
Que me salva
Desta ilusão
Que eu próprio criei?
Serei pois eterno fantoche
Da minha razão
Se a profecia acabar
Por se esmorecer…